Brasil, mostra a tua cara!

Relutei muito em vir aqui deixar minha humilde opinião sobre o que está acontecendo exatamente com o nosso país. Talvez minhas ideias sejam bem adversas as demais, mas, de toda forma, ainda tenho meus motivos. Ver a nação tomando conta das ruas brasileiras e botando a boca no trombone me soou tão mágico quanto duvidoso. Há muito não se via uma população/juventude tão engajada em mudar o país através de manifestos legítimos. Minha inquietude surgiu pelos motivos primários. Como assim? O Brasil saiu às ruas para gritar contra o aumento de R$ 0,20 centavos da passagem de ônibus? Não temos problemas maiores? Acreditei ser uma jogatina política da braba. Duvidei de onde teriam surgido tais picuinhas. Será que a população estava se tornando fantoches nas mãos de pequenos currais políticos? É muito cômodo criticar o governo e a polícia de forma superficial… No entanto, a massa (assim como eu) abraçou a causa e motivos sólidos começaram a surgir até que os protestos de hoje, 20/06/2013, onde, aproximadamente, 1 milhão de pessoas sacudiram o Brasil.

Com o desenrolar da história, comecei a entender melhor e os motivos da manifestação começaram a ganhar forma e engajamento político. Estamos nas ruas clamando por saúde, educação, fim da corrupção, a maldita PEC 37 e… Oi?! Cura gay? Rá! Nem vou comentar… Comecei a apoiar o movimento. Até a página dois.

É emocionante observar tanto sangue nos olhos de uma geração “facebook” que tirou a bunda da frente do computador e foi pras ruas. Mas, contrariando tanta “inocência” e vontade de mudar/melhorar, o lado negro da força começou a ver nisso um motivo de aparecer. Lógico que de forma negativa. Quebra-quebra, pichação, porradaria e arruaça mancham esse lindo mar de gente que tenta colorir o Brasil.

De um lado, uma polícia despreparada, acuada, agressiva e “defensora”. Do outro, gente destruindo capitais, patrimônios públicos, privados, que, provavelmente, só foi às ruas pra armar confusão. O limite de um termina quando começa o do outro.

Está tudo muito truncado e errado. O brasileiro ainda precisa se educar para protestar. Olho por olho, e o mundo vai acabar cego. Protesto é uma coisa, guerra civil é outra. Ainda temos resquícios de uma ditadura militar, que deve ser eliminado, abuso de poder e gente sem engajamento político. Sim, porque o que tem de gente indo à protesto pra postar foto no Facebook… Deprimente.

Mais importante que correr atrás dos direitos dos cidadãos, que estão na Constituição, é saber fazer isso de forma pacífica e civilizada. Não acredito numa nação animalesca e vandalizada que não é capaz de dialogar. Vale lembrar, que a melhor forma de manifestação fica nas urnas eletrônicas, no dia do voto. #FicaADica.

Vem pra rua! Vai pra rua! Com paz de espírito, amor no coração, ideais na cabeça e um cartaz na mão. Certamente são as melhores armas contra a palhaçada que vem rolando no poder legislativo do Brasil.

Que país é esse?! Brasil, mostra a tua cara!

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Já fui malandro

Quem sou eu atualmente? Essa é uma pergunta que vem martelando minha cabeça preocupada à alguns meses. Não sei se emburreci com o tempo ou se me tornei mais sensível à vida. É… mais provável que eu tenha amolecido com o tempo. Tenho me tornado um tanto quanto mais real do que eu era. Mas, poxa! Era tão mais fácil ser superficial com a vida! Eu não estava preocupado e nem me importava com nada ao meu redor, gostava de sombra e água fresca e tava cagando para o que os outros achariam. Ah, velha infância…

Crescer, além de trazer responsabilidades, incorporou a mim uma coisa chamada aprovação/carência. Que coisa chata! É aprovação no ambiente de trabalho, na faculdade, no amor (era mais fácil quando o amor de mãe me supria) e nas malditas entrevistas de emprego. Fechar os olhos e seguir em frente com um fone de ouvido era mais suave.

O velho “eu” que era esperto. Passava o dia de papo pro ar, cantando, andando nas ruas e cheio de malandragem. Não amava ninguém, e ainda por cima, nem acreditava nessa palhaçada de amor. Hoje, sei que não sei viver sem. Bobo!

Mas até que ponto essa malandragem me cabia? A vida não era tão completa e complexa como é atualmente. Vejo que a sensibilidade me trouxe novos elementos de um novo eu que nem eu sabia que existia. Fatalmente sou uma pessoa melhor, tenho certeza disso. Sei que não vim à passeio. Mas ainda preciso aprender a equilibrar minhas emoções. A ansiedade pelas respostas me abalam um pouco. O imediatismo que se instaura dentro de mim, ao mesmo tempo que me salva, me condena.

Intensidade me define hoje. Não gosto de nada que é morno, blasé ou indiferente. Cobro isso porque sei que é o que posso dar. “Me abrace, me dê um beijo. Faça um filho comigo. Mas não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo”.

Carente Corajoso

Desculpa, mas realmente não consigo acreditar em pessoas que se dizem autossuficiente e realista até o último fio de cabelo. Acho muito clichê dizer que é feliz sozinho e que não precisa de ninguém pra se sentir completo. Carente, eu?! Talvez. Mas não vejo sentido em construir coisas maravilhosas, como uma carreira, por exemplo, e não ter uma base sólida ou uma pessoa especial para dar a mão na hora de atravessar a rua.

De fato, tenho uma visão meio sonhadora da vida. Mas ao mesmo tempo, me considero muito pé no chão. Tento manter equilíbrio entre o mundo real, se é que ele existe, com o meu mundinho paralelo. Que de fato é o que mais me interessa. O mundo real é chato pra caralho. Cheio de cobranças e convenções irritantes que, provavelmente, não vão me acrescentar em nada. Só vão tomar o meu tempo e exterminar meu olhar inocente sobre a realidade.

Sonhar não custa nada. Esse papinho de que quanto menos expectativas menos frustrações é covarde demais pra mim. Sei que tenho coragem suficiente para tomar minhas decisões e realizar meus sonhos. Se nada der certo, sei que dei o melhor de mim. Mas posso dizer que até hoje, mesmo com essa minha visão dita “sonhadora”, as coisas sempre correram muito bem pro meu lado. E o que realmente não deu, eu nem me lembro mais. A palavra do dia é CORAGEM!

 

desejo

Há tanta vida lá fora

Venho mais uma vez aqui expressar o meu amor pela vida. Meu Deus! Como é bom estar vivo. E, pra mim, estar vivo vai além de apenas existir. É maravilhoso poder sentir a brisa batendo no meu rosto e bagunçando o meu cabelo, sentir as ondas do mar lambendo minhas pernas e o sol queimando a minha pele, como se aquecesse não somente a carne, mas também minha alma.
Na correria do dia-a-dia fica cada vez mais difícil sentir tais estímulos que a vida pode nos proporcionar. O sentir se transformou numa habilidade especial para poucos. Sinto-me, às vezes, uma pessoa abençoada por ter esse “super poder”. A liberdade sempre me foi muito importante, e eu a posso sentir severamente sobre mim nesses últimos tempos, e fico feliz de estar assim e ver quantas pessoas ainda estão nesse mesmo barco.
Liberdade é um estado de espírito, é o momento certo da vida que se tem para olhar para os lados e refletir, sem barreiras e prisões que limitam o espaço mental, é o momento de realizações pessoas, de sentir a vida e o sangue pulsando nas veias.
Sentir-se livre, sentir a natureza, extravasar, gritar, apreciar aquela música que toca ao fundo, tomar aquela cervejinha, assistir a um espetacular pôr-do-sol é estar vivo. Um conselho que posso dar é: desligue esse computador agora e corre pra liberdade, afinal “há taaaaanta vida lá fora”…

O Amor…

Ah! O amor… Enfim, o que é o amor? Pergunto-me diariamente se o amor é bom ou ruim, se é válido ou não, se devo cair de cabeça ou se devo resisti-lo… A única conclusão que cheguei, de início, foi que ele é inesperado e inevitável.
Vejo as pessoas se queixando do amor, mas ele é o sentimento que move o mundo, e motiva cada indivíduo a realizar e correr atrás dos seus sonhos e desejos. Buscamos uma profissão por AMOR, por nos identificarmos; fazemos nossas atividades favoritas, como ir ao cinema, jogar um futebolzinho, cantar ou até mesmo tomar uma cervejinha apenas porque AMAMOS fazer tais coisas.
De certo que em alguns casos, quando se trata do “coração”, o amor pode ser bem dolorido, ou muito prazeroso, dependendo, mas o pior… O resultado não depende só de você. Temos que conviver com as sentimentalidades alheia. E sim… É difícil conviver com um amor no peito que não é correspondido. E SIM, é lindo viver um amor a dois, ééé, aqueles que de tão lindo chegam a dar enjoo aos invejosos de plantão.
O amor é um sentimento tão singular, que pode ser denominado de várias formas e se manifesta dentro de cada indivíduo de centenas outras de forma. Vai do amor platônico ao amor carnal passando por outras milhares de vertentes.
No final de tudo, chego a acreditar no amor, sim. É o sentimento primordial para a existência humana, e independente de qualquer historia, é fundamental para a minha existência. O amor pela vida, pela minha família, por meu amor, por meus amigos, minha faculdade, minha música e minha profissão. Agora basta eu encontrar a metade da minha laranja que procuro a tempos, que já encontrei, mas perdi, que já tentei, mas não deu, e tentei de novo e não deu também (haha). (No momento sei que estou amando! De verdade, como nunca amei antes. E espero muito que seja a metade da minha laranja, porque sei que estou irradiando vida!)
A segunda conclusão que tiro é que fui feito pra aprender, sentir, viver e amar, ééé, amar. Não me adiantaria passar pela vida sem sentir tantos estímulos que ela pode  me oferece. A segurança de não sentir é tentadora, pois, quem não ama não sofre, “homem que nada teme é homem que nada ama”, mas não me apetece, pois com a licença ao meu querido Roberto Carlos: “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”, ok, me soa um tanto cafona, mas o amor e o cafona vivem numa linha tênue. Se não for cafona não é amor.
Termino este texto otimista com o AMOR, reparando que independente dos erros ou dos acertos o mais importante é se sentir vivo!
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